Mulher é acusada de assassinar seu filho por não dizer amém
Publicidade da Efe, em Washington

Uma mulher ligada a uma seita religiosa nos Estados Unidos foi acusada pelo homicídio em primeiro grau de seu filho, a quem negligenciou alimentos pelo fato de o bebê não dizer amém após cada refeição.

O diário "The Baltimore Sun" informou que Ria Ramkisson, 21, foi acusada formalmente no domingo do assassinato de seu filho e de outros três supostos membros do culto.
Documentos apresentados às autoridades judiciais revelam que nem a mulher, nem os outros acusados, solicitaram ajuda médica quando a criança, identificada como Javon, deixou de respirar e morreu nos braços de sua mãe.

A criança tinha 19 meses de idade quando faleceu, em dezembro de 2006, segundo a informação.
Sua mãe ocultou o cadáver em uma mala durante mais de um ano, até que agentes da Polícia de Baltimore (Maryland) o encontraram na cidade da Filadélfia (Pensilvânia).

Fontes judiciais indicaram que a mulher estava internada em uma clínica psiquiátrica, e que os outros acusados foram detidos em maio deste ano, em Nova York.

"Minha filha foi uma vítima, assim como meu neto. Alguém tomou a decisão de não alimentar a criança, e minha filha só acatou as ordens", acrescentou o vô da criança.
Segundo entrevistas feitas pela polícia com crianças que faziam parte do grupo, os membros do culto deixaram de alimentar a criança porque ela não dizia amém após comer.
Alguns integrantes do grupo consideravam que Javon "era um demônio", detalham os documentos.